quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Memórias Vivas!




Um destes dias deparei-me com um lugar mágico num dos tais lugares comuns. Uma casinha antiga, qual património do tempo de Marquês de Pombal, escondida por entre uma manifestação que se ouvia no ar, por entre portas por abrir, ali algures onde os raios de sol correm atrás dos raios lunares. Pormenores!
E lá estavam eles. Escondidos atrás da porta ansiando, ou não, serem descobertos por mais um olhar curioso. Confesso que podiam até desejar ficar assim, em estado vegetativo, sem serem incomodados, mas a jogar xadrez, a curiosidade venceu a vontade dos objectos. Aqui e ali, misturados numa paleta de gostos no mínimo improvável, móveis e decoração antiga, mas que não deixava de ser atraente, misturavam-se numa casa um pouco como o Vinho do Porto! Grande, assoalhada e com um odor que relembrava os avós. Falta sentida agora dos meus por serem demasiado modernos, tão em falta de memórias vivas.
Desloquei-me de máquina fotográfica em punho e captei os tais pontos que me provocaram um certo tipo de fascínio. Objectos de um nós por cá, de uma história de algures, de gentes de fora. Uma espécie de colecção de um qualquer mercador dos tempos passados que recolhia lembranças por onde passava.
E assim se deu uma tarde diferente. Nova, inesperada, fresca com cheirinho a pó. Assim se realizou o que precisava hà algum tempo. Uma janela aberta com ar fresco dentro da sala do meu passado vestido de presente! Incongroências portanto?

2 comentários:

PeterPan disse...

sabes que nao sou muito ligado a essas coisas de antiguidades, mas gostei sim de certos promenores e adorei o fascinio com que admiraste cada um dos promenores e da manta que te agasalhava :P
temos de repetir...*

João de Matos disse...

A minha casa :S