segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sala de Espera


Sentado numa sala de espera, vejo os minutos passarem acelarados caminhando para o vão de escada. Uma vez mais, e o mesmo cenário, repetido como se de um déjà vù se tratasse. Em volta, seres despreocupados com o frenesim que se encontra lá dentro. Seremos todos egoístas ou grandes actores? Perco-me demasiadas vezes a tentar encontrar explicação para a natureza humana, e chego sempre à mesma conclusão de que não existe significado.
Aqui e ali, todos tentam passar o tempo na melhor forma que sabem. Páginas de jornais, uma senhora que impaciente, tenta disfarçar-se metendo conversa com desconhecidos, um jovem que joga no telemóvel, e tantos outros conversando sobre tudo e sobre nada. Um paradigma, uma passagem para além da compreensão?
E por entre os meus dedos, tentam sair as palavras, presas algures no tempo em que não tinha tempo para elas, para tentar ocupar esta espera que desconheço o tempo.
Corto a tinta e tento respirar fundo. Em breve estarei melhor e voltarão as frases… E esta sala de espera de hospital não passará novamente de uma sala de espera, passageira.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

“The Day The Earth Stood Still”


Pensar que este é mais um filme sobre extraterrestres que invadem o planeta terra para o destruir, é um pensamento acertado. Comparar Klaatu (personagem interpretada por Keanu Reeves) ao tão queridinho de Hollywood, “E.T.”, também é viável, embora o primeiro tenha conseguido a preciosidade de adquirir forma humana, e mais do que isso, um déjá vù enorme com outra personagem tão bem conhecida de “Matrix”. Incrível como só faltavam uns óculos escuros e um casaco comprido a Klaatu para se parecer com “Neo”, ridículo é, ser o mesmo actor a interpretar as mesmas personagens.
Posto isto, e como se não fosse o suficiente, as comparações com “A Guerra dos Mundos” são inevitáveis, quer pelo facto que referi no início, quer pelo uso de uma personagem infantil para dar mais drama à cena. Embora neste não tenhamos uma menina grande actriz a fazer um papel de míuda histérica e irritante, para dar espaço a um rapaz de origem africana, com um cabelo fantástico, que possui uma história comovente, a morte do seu pai. Ao princípio ainda me deu vontade de dar um valente estalo a este míudo, mas não pude deixar de conter algumas lágrimas no momento que provocou uma mudança nas intenções de Klaatu. Sim, porque este é também um filme de clichés. Blá blá blá, e os humanos são maus para o Planeta Terra. Blá blá blá, vamos matá-los a todos… Ah, esperem que afinal eles conseguem amar, chorar, perdoar, e perto do holocausto, mudar. Bora lá ajudá-los afinal? O que faz deste filme, mais outro terrível com uma grande moral no fim.
Em suma, bons efeitos especiais, algum drama, bons actores, e ainda melhor, a falta de existência de uma relação amorosa entre as personagens principais (o que seria um erro repetitivo nos tempos que correm), e um final nú e crú, podendo assim dizer que salvou em parte o filme. Não tive opurtunidade de ver o original de 1951, mas acredito em pleno que este ganha pelo menos em qualidade de imagem (lógico), e numa escala de 0 a 20, ofereço 16, na minha humilde opinião claro. Gostei, mais que não fosse, pela fantástica companhia!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Aguardo...


Bolas! Odeio esta procura incessante por algo de que preciso mas que nunca mais chega! E estas questões que surgem para me fazer sentir ainda mais incompetente e inútil? Será que é pedir muito encontrar um destino depois de um árduo trabalho? Estou cansado deste cansaço e do abismo que sinto por baixo das pernas.
Olho à minha volta e queria tentar encontrar o meu ponto de abrigo, mas ele está disfarçado ou empenhado em brincar às escondidas. Rebenta à bolha! Costumava funcionar sempre… Agora aqui estou à deriva, como em tantas outras vezes. Sei o que quero, o que preciso, para onde vou, mas os aeroportos insistem na lotação esgotada e eu contínuo em fila de espera aguardando lugar. E já só pedia uma viagem em lowcoast, uma qualquer que me leve do que não tenho para algo palpável.
Neste momento prossigo a busca, e enquanto não dou em louco, sempre vou mantendo o espiríto fresco inventando mil e uma coisas a fazer nesta vida vazia e somente preenchida pelos sentimentos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009


Um novo ano... Não vou encher um texto de palavras, simplesmente quero dizer olá a este novo ano, e que sem dúvida novos grandes acontecimentos surjam no meu e nos vossos caminhos!

domingo, 28 de dezembro de 2008

The last day of a new life!








































Uma ponta de cigarro do que foi um dia inesquecível, em que provei que posso dar ainda mais! Que o brilho nunca se apague... E mais fotografias virão!*

domingo, 21 de dezembro de 2008

Merry Christmas!


Ah e tal é Natal!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Não tenho tempo...


Momento atribulado e agitado que não me permite deleitar-me nas palavras...
Por agora, e nas próximas duas semanas vivo simplesmente para a fase final de um projecto de vida que se aproxima do fim!
Passou rápido e com uma força tão voraz que sinto as pernas tremer com o receio do abismo que se avizinha. Mas as forças não vão desvanecer-se. Sou um lutador e vou prosseguir de arma em punho.
O futuro às linhas está escrito, e acredito que algo de bom vai acontecer.
Mas agora. Agora esforço-me para terminar tudo com sucesso.

Volto em breve com a história das fotografias, com novas do final do curso, com um sorriso estampado no rosto (espero).